A situação das crianças de rua do pelourinho vem se agravando cada vez mais são crianças de várias idades, sem referência de pai ou mãe,vivem das oportunidades que surgem no dia a dia para poder comer,beber ou ganhar um dinheiro dado por algum turista que passe por ali.
Está ficando fora de controle,chegando até diminuir o fluxo de visitantes no Pelô, como diz o balconista do Café Lanche Exelcior situado ma Praça da Sé. Já trabalho aqui há 15 anos e vi muita coisa acontecer nesse pelô, mas o pior dia foi quando uma mulher entrou aqui com duas crianças de colo e me pediu para bater um pouco de leite e água para alimentar suas filhas, aquilo partiu meu coração”, conta Bira emocionado ao lembrar do episódio.O balconista relatou também que existem mulheres que alugam crianças de colo para pedirem na rua,mas nesses casos o dinheiro, é para comprar droga ou bebida.Quando ao movimento no café ele diz que não tem sido o mesmo,os clientes sentem-se incomodados com o assédio constante partes dos pedintes e vão embora.
As iniciativas
Paulo Marques, presidente da ACOPELÖ – associa;ao dos comerciantes do pelourinho, vem desenvolvendo um bom trabalho em defesa do comércio no centro histórico juntamente com associação da baixa do sapateiro, 2 de julho, Av.sete de setembro e comércio através de um fórum onde irão tratar dos principais problemas existentes .O presidente da Acopelô informou que existe um encaminhamento do Ministério Público através de um oficio para a Prefeitura de Salvador para aprovação de um projeto para criarem abrigo com várias atividades e alimentação ode as crianças ficariam ate a maioridade.
Esse trabalho seria desenvolvido no Centro Histórico e com crianças que vivem ali. Existem varias ONG’s que também participam ativamente em beneficio dessas crianças , mas falta estrutura.
Os comerciantes tem tido muito prejuízo nos últimos tempos, entretanto, através de uma integração com o novo comando do 18º batalhão de apoio da policia militar do pelourinho tentam amenizar tal situação.
A Policia
“Não é dever da policia militar cuidar dessas crianças, mas sim da segurança da comunidade”, ressalva o sub-comandante do 18ºBPM, o capitão Hilberto.
Embora seja doloroso dizer isso.Fica evidente a falta de crendice por parte do capitão quando se refere ao futuro dessas crianças que já são na sua maioria viciadas em crack.. Para ele o maior problema está na família que é desestruturada e sem qualquer tipo de perspectiva. O papel opressor da policia nem sempre é a solução, pois quando uma criança de rua é encaminhada à algum juizado ou delegacia de menor são devolvidos 8hs após para as ruas e mesmo assim esse encaminhamento só pode ser feito quando ocorre um delito e é denunciado por alguém ou testemunhado pela própria policia.
O capitão Hilberto citou o artigo 116 do estatuto da criança e disse que 0 18º BPM e tem feito várias reuniões com promotores públicos e Secretaria da Infância e Juventude com o objetivo de acabar com esse problema sem infringir o estatuto da criança.